Terça-feira, Novembro 10, 2009

A vida prega cada peça!!...

Gentes,

E como a vida prega peças!

Aqui no escritório, existem algumas lagartixas bastante arredias. Sempre se escondem, se aparece alguém. Uma delas, entretanto, a maior e mais gorda, parece que já se acostumou comigo e fica rodando por aqui, enquanto eu permaneço no computador. Deve ter percebido que sou um protetor delas!

Esta noite passada, ela estava perto da janela, bem na minha frente. Pois não é que aparece uma borboletinha, na janela? Sou sincero com vocês! Acho que era uma borboletinha bem apetitosa, pelo menos para os padrões lagartixais. Se eu fosse uma lagartixa, com certeza gostaria de comer aquela mariposinha.

Não deu outra! A lagartixa percebeu a borboleta e iniciou as manobras de aproximação. Dava umas corridinhas de uns vinte centímetros e parava, estática. E a borboleta, no mesmo lugar. A lagartixa dava outra corridinha e parava. E a borboleta, lá, firmona, como se a coisa toda não fosse com ela. Até que a lagartixa chegou bem perto.

Depois de avaliar bem a situação, a lagartixa deu um bote. Falhou! Deu ums segundo bote. E a borboleta no mesmo lugar.

Falhar duas vezes e, ainda, perceber que a borboletinha não estava nem aí? Era demais! A lagartixa reviu toda a situação. Percebeu que seria impossível pegar a borboleta que estava do lado de fora, do outro lado do vidro, e foi-se embora procurar outro inseto.

Uma pena! Era uma caça tão fácil e apetitosa, apesar de ser suficientemente viva para saber que estava inatingível, atrás do vidro protetor.

Abração,
JF

Terça-feira, Julho 28, 2009


Exposição de Orquídeas de Vinhedo/SP e o "Família Jacaré"



Oi, pessoal!

Ando sumido, não é mesmo? Mas, vou retornar em breve.

Hoje, é apenas para convidá-los para a 10ª Exposição Nacional de Orquídeas de Vinhedo/SP, realização do Clube Amigos da Orquídea-CAO ViVa, com o apôio da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Vinhedo.

Local: Memorial Brasil-Itália, Vinhedo/SP.
Datas: 08 e 09 de agosto próximos, das 8 às 18 horas, entrada franca.

Durante o evento, serão ministradas aulas de cultivo de orquídeas.

No sábado (8), às 16 horas, haverá a apresentação do grupo musical "Família Jacaré", em "150 anos de música brasileira". Para quem não sabe, o "Família Jacaré" somos nossa filha Lu Farias (Eepaaa...) e o marido Vagner, nossas netas Juliana e Vanessa, a Nina e eu.


Para terminar a blogagem, e para que ninguém reclame que eu não contei uma historinha, aí vai:

O "CORAL DO JACARÉ"


Abril/2007. Esse era o nome de nosso grupo, na época e desde quando surgimos, sob a direção do Tato Fischer (ex-pianista do grupo Secos e Molhados).

Era um sábado e deveríamos nos apresentar em um coreto, no Parque Municipal de Vinhedo, às 9,30 da manhã, durante a realização da 8ª Exposição Nacional de Orquídeas de Vinhedo. A apresentação duraria uma hora, pois às 11 horas haveria uma palestra especial para os orquidófilos. Antes da apresentação, deveríamos fazer os testes de som.

A Secretaria de Turismo, como já ocorrera em evento anterior, ficou de providenciar todo o equipamento de som necessário.

Às nove horas, como o combinado, lá estávamos para os testes. Porém, não apenas o equipamento sonoro não havia sido instalado, como acabava de chegar. Do caminhão-baú foram tirando caixas e mais caixas de som, caixas de retorno, enorme quantidade de cabos, uma imensa mesa de controle de som, e inúmeros microfones e pedestais. Nós, sem saber o que estava acontecendo, ficamos assistindo a tudo aquilo. Terminaram de montar às 10,30 horas e, em seguida, iniciamos os testes de som. Só não entendíamos a enorme quantidade de microfones. Optamos por cantar com apenas oito microfones. Os técnicos, atônitos, perguntaram:

"Mas, não é um coral? Nos pediram equipamentos para UM coral!"

Foi a partir disso que resolvemos mudar o nome do grupo (seis) de "Coral do Jacaré" para "Família Jacaré".

Como foi a audição?

Ah, sim! Só cantamos três músicas e precisamos interromper para dar lugar à palestra.

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Todos os leitores estão convidados para a exposição de orquídeas, no Memorial Brasil Itália, e para a apresentação do "Família Jacaré", no teatro de arena instalado nos jardins do mesmo Memorial. Para quem não conhece, Vinhedo/SP está na altura do Km 75 da Via Anhanguera, entre Jundiai e Campinas. Ou, mais precisamente, entre Louveira e Valinhos.

Abração,
JF

Sexta-feira, Abril 24, 2009

Receita para um casamento perfeito e duradouro

Pessoal,

As duas mensagens abaixo foram publicados na lista de discussão NESO (do Yahoo).


RECEITA PARA UM CASAMENTO PERFEITO E DURADOURO

Candido,

Obrigado pelo elogio. Mas o nosso casamento não podia dar errado. Existem três premissas que nós seguimos direitinho:

1-Certesa do par perfeito

Antes de namorar a Nina, namorei uma amiga dela por quatro meses. Ou melhor: um período de uns 30 dias, dois meses e meio sem um olhar na cara do outro, 15 dias de "volta". A Nina fazia o papel da "intermediária confidente", que tentava arrumar a situação entre os dois (será que a malandrona tentava mesmo?). Até que poderia dar certo, pois nós éramos iguais: os dois capricornianos! Mas, era a única coisa que combinava. Se tivéssemos prosseguido, hoje, um estaria na cadeia e o outro no cemitério.

Com a Nina, não! Somos totalmente diferentes um do outro. Eu, como todos sabem, sou introspectivo, caladão. Já, a Nina é totalmente expansiva, muito falante. E isso é uma certesa de que o casamento dará certo. Veja bem: a característica do introspectivo (eu) é não falar, só ouvir. Já o extrovertido (ela): não ouve, só fala. É isso! Fica impossível uma briga, quando um só fala e o outro só ouve!

2-Casamento na Hora Certa

As pessoas devem perceber o exato momento de se casarem. Se o casamento acontecer em momento errado, estará fadado ao insucesso.

Na primeira vez que eu fui à casa da Nina, convidaram-me para lanchar. Eu, lá, afundado em uma cadeira, sendo atentamente observado e devidamente avaliado pelo avo dela, pelos pais dela, pelos 37 primos dela, pelos 28 tios dela. Meu cunhado, como era meu amigo e não queria cair na gargalhada, sumiu e não lanchou em casa. Bom, com toda aquela gente olhando para a minha cara e sorrindo, querendo mostrar benevolência, a mãe dela me pergunta:

"Gosta de chá?"

Suspense! Eu, lá em baixo, afundado na cadeira. A platéia sem respirar, esperando que eu, afinal, falasse alguma coisa e eles pudessem perceber minha vóz. A sogrona, lá no alto, com um baita bule fumegante na mão, uns 30 cm acima da minha cabeça. Já pensaou? Eu vou falar que não gosto? Qualquer descuido meu e ela vira aquele bule de chá fervente prá cima de mim. Não na cabeça, mas um pouco na frente, para que caia exatamente "lá", deixando-me "desprovido" para sempre.

"Com bastante açucar, por favor!"

Toda a assistência sorriu satisfeita. Eu fora aprovado! Resignado, tomei três chícaras cheinhas de chá. Com bastante açucar, diga-se de passagem!

Foi minha condenação! Durante todo tempo de namoro e noivado, todo sábado, domingo e feriado, e às vezes quando eu ia lá durante a semana, invariavelmente, lá vinha o indefectível chá! Namorado (e noivo) sofre!

Depois de quatro anos e meio, um dia o pai dela me aparece na frente com um calhamaço de folhas de papel.

"Sabe o que é isso?"

"A folha corrida criminal do Fernandinho Beira-Mar?" Tentei fazer uma piada, mas ele não riu.

"Não! É a conta dos lanches que você já tomou aqui em casa. Casa ou paga."

Nem olhei os detalhes. "Casa ou paga"? Fui direto ao total. Barbaridade! Só não fiquei certo foi quanto à quantidade de lanches. Bem que ele poderia ter lançado alguns a mais. De qualquer forma, lembrei de minha velha e sábia avó italiana e seus "ditados". Coitada, ela não sabia falar corretamente o português e eu não conseguia entender direito o que ela dizia. Até hoje não entendi o sentido dessa frase. Talvez por ser italiano arcaico. Vou escrever exatamente o que eu ouvia. Talvez vocês entendam e possam esclarecer-me. Mas, numa situação dessas, ela costumava, sempre, dizer o seguinte "ditado"

"Dé lus mális, u minori!"

Entenderam? Eu também não! Porém, precisava decidir-me. Ou seja era o momento exato para o casamento. Casei-me! Era o que tinha que fazer, diante de conta tão alta (e isso porque ele, generosamente, não lançou os 10% do garçom).

3-Garantia de continuidade

Dizem que alguns casamentos são para toda a vida. O meu é! Isso porque, quando casei, pedi ao sogrão um documento de quitação da dívida. Muito vivo, ele respondeu:

"Nada disso! É minha garantia de que você não irá devolvê-la." E guardou o calhamaço. Compreendi direitinho o recado: "se não quiser pagar a conta, terá que ficar casado com ela a vida toda. É sem direito de devolução!"

Entendeu? É isso! A receita corretinha para um casamento perfeito, até que a morte os separe.

Abração,
JF

(NESO - 22/12/2008)

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CONTANDO UMA HISTORINHA

Meus queridos.

Andei sumida por causa do movimento de final de ano, pois quero ver se consigo ficar duas semanas sem trabalhar, somente curtindo a família.

Gostaria de contar uma historinha, aproveitando para matar a curiosidade da Sonalli:

Duas crianças que não se conheciam.

Através de amigos do irmão da menina, eles se conheceram e, durante dois anos, formaram um grupo de amigos, onde o rapaz tímido (na época um "mancebo" de 20 anos) só podia sentir amizade, por uma "menininha" falante e barulhenta de 14 anos.

Final do ano de 1964. Muitos bailes de formatura, "obrigatórios" naquela época. Os amigos, como sempre, não perdiam nenhum deles. Dançavam bastante, em geral, com pessoas conhecidas, mas não da mesma turma, embora estivessem todos sempre perto uns dos outros. Nesta turma de amigos já havia dois casais de namorados e, um novo par se formou.

Naquele fim-de-semana de 12 e 13 de dezembro (sábado e domingo) haviam sido convidados para dois bailes. Piores do que "arroz-de-festa", nenhum deles faltou aos dois.

Segunda-feira, 14 de dezembro de 1968. À noitinha toca o telefone, uma "moleca" de 16 anos, disputa uma corrida com o irmão para poder chegar primeiro. Ao atender, o coração dispara ao ouvir uma voz tímida, mas já tão querida perguntar:

- Você quer namorar comigo ?

A resposta foi rápida e direta : - SE QUERO !!!

E, assim, começou o namoro, que hoje completa 44 anos.

O noivado foi em 06 de janeiro de 1968 e o casamento em 16 de maio de 1969. Foram datas inesquecíveis e emocionantes , que só se tornaram possíveis, porque apesar de ter pouca idade, tive a felicidade de perceber que o Zeca seria o amor da minha vida.

Nestes 44 anos juntos, o namoro continua cada vez mais firme, agora, com a cumplicidade dos filhos, genro, nora e netas.

É maravilhoso podermos envelhecer juntos, mantendo nossos corações sempre jovens e apaixonados. Até hoje, a minha resposta é sempre : SE QUERO!

Beijos

Nina

(NESO - 14/12/2008)

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Esses são os dois lados da história. Eu ainda completaria minha receita dizendo que é a "receita do casamento eterno". Por que?

Já pensaram no dia em que eu passar "para o lado de lá"?

Vou chegar ao balcão da Recepção:

"Bom dia, São Pedro. Posso ficar por aqui?"

"Claro, meu filho. Sua reserva está feita, mas tem alguém querendo falar com você."

Olho para o fundo da sala e vejo ele lá. De camisolão branco, um par de asas nas costas, uma auréola de luz iluminando sua calva, e um calhamaço de papéis já amarelados pelo tempo nas mãos. Isso mesmo! O sogrão! Ele nem precisa falar, pois o sorrisinho maroto já o diz:

"Continua casado ou paga a conta!"

E, assim, o casamento permanecerá eterno.

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Gentes, no próximo dia 16 de maio, a Nina e eu estaremos completando 40 anos de um casamento muito feliz. Ela só mudou a cor dos cabelos: assumiu os cabelos brancos. No mais, continua igualzinha. Sempre falante, sempre alegre, sempre carinhosa, sempre companheira.

Se um dia, lá na frente, me for dada a oportunidade de voltar à Terra para uma segunda vida, a primeira coisa que eu farei será correr lá para a Vila Mariana para pedi-la em namoro, antes que algum espertinho a encontre primeiro. E, assim, mais uma vez viver tudo de novo, mas inteiramente igual, sem tirar nem por, o nosso amor.

Abração,

JF




Quinta-feira, Abril 09, 2009

M.S.T. e I. ou: salve a dupla Bell e Bill!

Pessoal,

No momento, estou inscrito do M.S.T. e I.

O que é isso?

É o Movimento dos Sem Telefone e Sem Internet. Poderia acrescentar, também, Sem Celular. Afinal, lá no sítio, o Vivo é mudo. Não pega nenhum sinal.

Há tempos eu vinha pedindo uma boa chuva. Porém, acho que insisti demais e o que veio, domingo passado, foi uma tremenda tempestade. É no que dá ser ganancioso!

Pois bem, caiu uma faisca em um poste por onde passavam o fio telefônico e o fio que transmitia o sinal de internet da antena de rádio para minha casa. Não deu outra! Fiquei sem o aparelho do Grahan Bell e sem poder utilizar o serviço que é a alegria do Bill Gates.

Viva a sociedade Bell & Bill!

E A BICHARADA LÁ DO SÍTIO?

Como vocês já estão carecas de saber, o que tem aumentado de animais silvestres, lá na minha região, "não está no gibi" (para usar uma expressão da época em que meu amigo Marco, lá do Antigas Ternuras, manobrava a arca com o Noé, lá no rio Tietê)!

Segundo uma bióloga, só de saguis e macacos são seis espécies diferentes. Além dos caxinguelês, lebres e aves mil. Além dos ouriços!

Muito legal, não fosse o aparecimento cada vez mais frequente de cobras. Há anos não víamos tanta cobra. De vez em quando aparecia uma ou outra inofensiva "limpa campo", mas não passava disso. Entretanto, nos últimos tempos, as "limpa campo" se escafederam (outra expressão para o Marco nos explicar) e as jararacas começaram a aparecer no pedaço. Quando falo em jararacas, não estou fazendo alusão a nenhuma parente obtida legalmente e sim às cobras, mesmo! Daquelas mais venenosas que sog... Enfim, mais venenosas que sei lá quê! Só ontem foram duas!

Antigamente, no começo do sítio, lá pelos anos 70, eram comuns. Depois, praticamente desapareceram. Naquela época eu tinha o costume de capturar as cobras e levá-las de presente para o Instituto Butantã. Estou precisando, novamente, deixar uma caixas em estoque para refazer este tipo de "distração". Lógico que capturar cobras e levá-las ao Instituto rendeu algumas histórias. Já contei para vocês a história da cobra que fugiu da caixa e se escondeu dentro do meu carro? Não? Numa próxima vez eu conto. Prometo!

Uma boa Páscoa para todos!

Abração,
JF

Domingo, Março 22, 2009

FEIJÃO, FEIJÃO! ERA SÓ FEIJÃO, FEIJÃO...


Dia desses, recebi um arquivo com a música “Comida de Pensão”, de Francisco Balbi e Miguel Miranda, numa interpretação inesquecível de Ivon Curi.


O Ivon, para aqueles que só o conheceram como um dos personagens das mil e uma escolinhas malucas apresentadas como programas cômicos da televisão, foi um grande cantor de rádio, ainda na época em que o Chateaubriand não havia dado à luz a TV brasileira. E, depois da luz, também um grande cantor na TV.


Mas, a música conta a história de um rapaz que morava em uma pensão, onde eram servidos apenas pratos à base de feijão. O próprio aperitivo não fugia à regra: batida de feijão. Sobremesa? Doce de feijão! O coitado já não agüentava mais tanto feijão.


Isso me fez voltar aos tempos de juventude, lá pelos anos de... nem lembro mais!


Meus pais, embora morando em São Paulo, eram originários do interior do estado, de uma época em que as estradas eram precárias, não existiam linhas regulares de ônibus, e assim por diante. Estou até para dizer que a força das locomotivas não era avaliada em “cavalos-vapor” mas em “burros-que-puxam”. Mas, não vem ao caso. Foi apenas para situar os dois no tempo, no espaço, nos gostos e nos costumes. Ou seja: de uma época em que as casas tinham quintais com muitas plantas, árvores, verduras, e até galinhas e perus. E, os dois vindo para a capital, com o correr dos anos, à medida em que as condições permitiam, mudavam sempre para casas com quintais cada vez maiores e, assim, cada vez com mais plantas e bichos.


A casa do Itaim, num terreno de 1.200 m2, tinha um quintal imenso. Nesse quintal, além das outras frutíferas que eles plantaram, já existiam três jabuticabeiras e uma enorme ameixeira.


É lógico que eu herdei a parte genética dos dois no que diz respeito a gostar muito de plantas. E foi assim que, em certa ocasião, plantei um chuchu que estava brotando.


Gente! Vocês precisam ver como um chuchuzeiro cresce rápido. Não demorou muito e a planta tomou conta da copa da ameixeira. A quantidade de chuchus, tenho a impressão, seria suficiente para abastecer toda a rede Pão de Açúcar, se meus pais resolvessem vender a safra. Mas, os chuchus não eram vendidos. Os chuchus eram consumidos em casa mesmo! Vocês não imaginam como minha mãe era criativa, quando se tratava de utilizar os chuchus para o almoço e para o jantar. Era chuchu de todas as formas possíveis. Como na música “Comida de Pensão”.


No começo, fiquei muito orgulhoso por ter tido a idéia de plantar aquele maravilhoso pé de chuchu que, se totalmente estendido e colocado em uma posição vertical, certamente chegaria às nuvens e à casa do gigante. Poderíamos então, se isso tivesse sido feito, ter a historia “JF e o pé de chuchu”.


Mas, os dias foram passando, minha mãe sempre preparando os pratos à base de chuchu, e nada do chuchuzeiro maluco parar de produzir chuchus. Meus pais adoravam comer chuchus. Minhas irmãs e eu já não agüentávamos mais. Como na música, se ficássemos intoxicados com os chuchus, possivelmente minha mãe nos curasse com boas doses de chá de chuchu.


Lembro-me até que, nós três, parodiando o Ivon Curi, cantávamos:


“Chuchu, chuchu, chuchu.

Era só chuchu, chuchu...”


Chegou num ponto que eu precisava tomar uma atitude. Não era mais possível. A casa já não comportava os dois juntos. Um tinha de ir embora. Como eu ainda não estava no ponto para me casar, sobrou para o pé de chuchu.


Um dia, meus pais estando em viagem, cortei o chuchuzeiro bem rente à terra. Em seguida, enterrei a ponta da planta cortada de tal forma que ninguém percebesse nada.


Quando meus pais voltaram, minha mãe estranhou muito que uma planta tão viçosa murchasse em tão pouco tempo. Possivelmente, tentava explicar, a produção excessiva tinha matado a planta. Totalmente pesaroso com o “desastre”, concordei com ela. Só podia ser isso. Produziu tanto chuchu que consumiu todas as forças da planta. Uma judiação!


Em poucos dias a planta estava morta, seca, os chuchus acabados, assim como acabados estavam os pratos preparados à base de chuchu. Retirei toda a ramagem seca que cobria a ameixeira e, em pouco tempo, a história do pé de chuchu que dava chuchu “prá chuchu” acabou quase que esquecida.


Quase porque, uns trinta anos depois, meus pais já morando no sítio, minha mãe, não sei por que cargas d’água, lembrou-se do chuchuzeiro e de sua morte repentina. Foi nessa hora que contei a ela a forma como havia morrido a planta. Felizmente ela estava de bom humor e a história rendeu muita risada.


Não sei a razão, mas, hoje em dia, aqui no sítio, não tenho nenhum sucesso no plantio de chuchus, ao contrário do que acontece com outras plantas, principalmente as ameixeiras. Na última tentativa, por exemplo, o chuchuzeiro até que se desenvolveu, mas os macacos acabaram comendo todos os chuchus, ainda antes de chegarem ao ponto de serem colhidos (colhidos os chuchus e não os macacos!).


Por outro lado, as ameixeiras produzem muito. E, se algum caroço cai na terra, logo está brotando nova ameixeira.


Coincidência? Acho que não. Sei que é um tanto difícil de acreditar, pois eu mesmo fico em dúvida. Mas, no dia em que cortei o pé de chuchu, tenho quase que certeza de ter ouvido a ameixeira dizer:


“Obrigada, amigão! Não agüentava mais esse chato me deixando sem ar e sem sol!”


- A FOTO: de 1935, em uma praça de São Carlos-SP, início do namoro entre a Amélia e o Amélio. Parece nome de dupla caipira mista, não é mesmo? Mas... são meus pais.


FAMILIA JACARÉ EM AÇÃO

No próximo sábado (28), o grupo "Família Jacaré" (nós, modéstia à parte) estará em São Paulo cantando em um Sarau entre amigos.


E, no dia 31, estaremos participando do evento "Foco Femina - em performances e Som" que terá como tema principal o universo feminino. O evento acontecerá no "Espaço 1", no Alto da Lapa, em Sampa, e está sendo coordenado pela poetisa Lunna Guedes. O "Família Jacaré" estará apresentando uma seleção de músicas voltadas às mulheres.


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Abração a todos,

JF


Sábado, Março 07, 2009

OLHO NO OLHO, COM UMA FERA


Gentes,

Essa minha mudança para o sítio está me trazendo momentos de aventuras com animais que eu nunca havia sonhado. Difícil o dia em que não haja alguma historinha interessante.

Outro dia, estava fotografando um urubu pousado sobre um poste de uns cinco metro de altura. Portanto, uma distância curta que faria com que qualquer outra ave fugisse espavorida. Pois o urubu, não! Calmamente, me observava, enquanto a máquina ia dando seus “clicks”. Até que acionei o “zoon”, para fotografá-lo em ponto maior. Pois bastou o leve zumbido do mecanismo para que ele abrisse totalmente as asas, voltado para mim e sem sair do lugar, mostrando toda sua magnífica envergadura de asas, numa pose de fazer inveja a qualquer modelo fotográfico profissional. Porém, para seu azar, o fotógrafo não é tão bom e não levou muito em conta a luminosidade que não era favorável. Uma pena!

Ontem, sai para ver umas plantas. Ao aproximar-me de uma jabuticabeira, comecei a ouvir uns guinchos, sinal de caxinguelê bem próximo.

Vocês sabem o que é caxinguelê? É também conhecido por serelepe, ou por esquilo. Quem já viu os desenhos animados ou as revistinhas do Disney, deve lembrar-se dos esquilos Tico e Teco. Pois é! É um Tico. Ou um Teco, como queiram.

Normalmente, quando alguém se aproxima, eles fogem rapidamente. Pois esse Teco do qual quero falar, não. Ficou lá guinchando, olhando para mim, muito bravo com minha presença. Era óbvio que alguma coisa estava acontecendo por ali. Caxinguelê nenhum fica a três metros de uma pessoa, sem um motivo muito especial.

Enquanto Teco ficava esbravejando, pulando para o chão, subindo na outra jabuticabeira, voltando ao chão e retornando à primeira jabuticabeira, e repetindo toda essa movimentação, como se quisesse me assustar, procurei ver o que acontecia. Um segundo caxinguelê, na primeira jabuticabeira, procurava manter sua presença oculta, por trás da galharia da arvore. Vez ou outra mostrava sua cabeça, tentando ver se eu ainda estava por ali.

Tentei entender. Haveria, por ali, algum esconderijo de sementes, que eles costumam ter? Ou seria a toca do casalzinho? Não me pareceu.

Seriam dois prestimosos pais levando seus filhotes para passear? Neste caso, enquanto mamãe procurava manter a ninhada escondida, papai tratava de defender sua família? Era uma hipótese, já que o segundo esquilo, ao invés de fugir, visivelmente procurava se ocultar e, talvez, à filharada.

Ou então, o Teco ainda estava “cantando” a Tica e, enciumado, me viu como um possível rival e quisesse disputá-la no braço?

A situação exigia pensamento e ação rápidos. Passar por eles ou voltar para trás? Não tive dúvidas. Vagarosamente, sempre olhos nos olhos com o Teco, fui recuando, recuando, até virar-me e sair correndo.

Correndo para ir buscar a máquina fotográfica! Afinal, não é todo dia que temos o espetáculo imperdível de um esquilo de uns 20 centímetros de altura, com uns 30 centímetros da ponta do focinho à ponta da cauda, com o pelo do rabo todo eriçado, nervoso, pulando na nossa frente como se dissesse:

“Não vem, não! Não vem que eu sou grande e acabo com você!!!”

Voltei bem rápido com a máquina, mas eles já haviam sumido.

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Obs: foto de Ruy Salaverry, no endereço:

http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/mamifero/images/caxing.jpg


HUMORACIDO

Minha amiga Ethel Scliar, do blog HUMORACIDO, está de volta. Seu endereço?

http://womarket1.blogspot.com/

A Scliar costuma comentar aquelas notícias de jornais que costumam ficar entaladas nas nossas gargantas. Vejam seus comentários sobre os 3.000 professores que tiveram nota ZERO nos exames de avalição.

OLHA QUE BLOG MANEIRO!

Minha amiga Maria Helena, do blog CAMINHO SUAVE, que não conheço pessoalmente mas imagino ser uma pessoa com muita sensibilidade, muito delicada, presenteou-me com o selo "OLHA QUE BLOG MANEIRO!". Muito obrigado pela lembrança, Maria Helena.

Não deixem de conhecer este blog: http://caminhosuavedamaria.blogspot.com/

Aliás, prometo a todos que vou atualizar minha galeria de selos. Já são diversos que ainda não foram colocados. Mas, eu chego lá! Por agora, o importante é que estou voltando às atividades bloguísticas. Tanto neste (já tenho alguns textos prontos) como, nos próximos dias, no Blog do Eddie Wood - http://www.edbeagle.blogspot.com/ Para quem não sabe, neste último, exerço o papel de digitador para as histórias que me são ditadas pelo Eddie Wood, um legítimo malandro/comilão/ desobediente/bagunceiro/destruidor/dorminhoco cão da raça beagle. Nestas alturas, já não sei mais se sou o seu dono ou se é ele que manda em mim.

EXPOSIÇÃO DE ORQUÍDEAS EM VINHEDO/SP

Nos próximos dias 17 a 19 de abril, nós, do Clube Amigos da Orquídea-ViVa, CAO-ViVa, de Vinhedo/SP, estaremos realizando nossa exposição anual. Na próxima postagem, trarei maiores detalhes.

Abração,

JF


Sábado, Dezembro 27, 2008

BOAS FESTAS!

Alô, amigos.

No momento, estou em uma Lan-House, aqui no Centro de Itatiba. No sítio, estou sem comunicação via Internet. Um raio queimou o aparelho rádio-receptor e a operadora só o irá trocar em janeiro, quando este Blog do JF e o Blog do Eddie Wood voltarão às atividades normais.

Minha intenção era a de deixar uma mensagem de Boas Festas em cada Blog anigo, mas o raio foi mais rápido.

Assim, embora com atraso, em meu nome e em nome da Nina, desejo a todos um feliz Natal, Boas Festas, e um 2009 repleto de saúde, felicidades, realizações.

Abração e até breve.
JF

Domingo, Novembro 09, 2008

EXPOSIÇÃO, SACI, SABIÁ

O RACIOCÍNIO DO IRRACIONAL

Pessoal,

Dizem que o raciocínio é próprio do ser animal racional - nós, humanos. Por outro lado, dizem que os seres animais irracionais não possuem raciocínio. Será mesmo?

Hoje, ocorreu um caso curioso, aqui no sítio.

Na minha última postagem, lhes contei dos macacos de duas espécies diferentes que se uniram para atacar um ninho de sabiás, com o fito de roubarem-lhes os ovos. Eu já havia presenciado tentativas de cada um dos dois grupos isoladamente. O sabiá macho é uma fera! Ele mergulha sobre os símios e, se estes não são “de circo”, levam uma tremenda bicada. E, quando é preciso, a fêmea também parte para o ataque. Assim, como nenhum dos dois grupos conseguia passar pela linha de defesa dos sabiás, uniram-se. Incrível! Espécies diferentes trabalhando juntas por um objetivo comum. Ai, já era demais! Era muito macaco para pouco sabiá! Só que os macacos não contavam com a entrada em cena de um super-herói que, casualmente, assistia a toda a cena. E, assim, brandindo uma vassoura, o Super-JF botou toda a macacada para correr e salvou o ninho dos sabiás.

Depois disso, a movimentação do ninho diminuiu, fazendo com que o Super-JF até imaginasse que os macacos, em alguma hora em que ele estivesse em socorro de outros oprimidos da justiça, tivessem finalmente, conseguido tirar os ovos do ninho. Entretanto, o ninho lá continuava, meio disfarçado entre as folhas, no alto da nolina.

Nos dias seguintes, de seu privilegiado observatório, pela janela de seu escritório, ao fundo do monitor de seu computador, por mais duas vezes o Super-JF percebeu a aproximação dos macacos e já saiu para fora. Os macacos preparavam-se para o bote, enquanto os sabiás voavam em volta, alvoroçados. Porém, nessas outras duas vezes, o Super-JF chegou a tempo de socorrer seus amiguinhos, botando a macacada para correr e refazendo a paz local. Mas, com isso, ficou provado que a movimentação no ninho continuava.

Hoje, pela manhã, lá estava o Super-JF em seu observatório, à frente da tela de seu computador, quando tocou o telefone e ele levantou-se para atender, saindo da frente da janela. Assim como o Coringa tenta distrair o Batman (colega do Super-JF na Liga da Justiça) com alguma coisa, atacando em outro local, também alguém distraia o Super-JF para que os macacos atacassem o ninho. Provavelmente, até fosse algum dos macacos que havia ligado através de seu celular, o sem vergonha!

Mas, a Liga da Justiça não falha. Se um super-herói se afasta, outro toma o seu lugar. E lá estava a Super-Nina, também atenta ao chamado de fracos e oprimidos!

Naquele exato momento ela saiu para o terraço sem saber o que estava ocorrendo. No gramado, bem próxima à entrada da casa, a sabiá caminhou quase um metro, chegando perto dela, e lá ficou fitando a super-heroina. Naturalmente, esta compreendeu, de imediato, que alguma coisa errada estava acontecendo e olhou em direção à Nolina, para o ninho. Um macaco já estava pronto para saltar dos fios para a árvore. Não havia tempo de ir buscar uma vassoura (se bem que ela poderia voltar voando nela! hehehehehe). Super-Nina berrou “Shazan!” e “voou” em direção à planta, espantando o primeiro macaco e outro que já vinha se aproximando. Enquanto isso, o sabiá-macho atacava macacos um pouco mais distantes. Mas, o grito “Shazan” e outros mais, embora nenhum grito impublicável (Super-Nina é muito educada), foram suficientes para espantar a macacada toda.

Agora, à tarde, em vôos constantes, parece que o sabiá-macho está trazendo alimentos para o ninho. Teriam nascido os filhotes?

Mas, o interessante da história foi o seguinte: será que a sabiá-fêmea, vendo-se impotente para repelir sozinha ao ataque, veio em busca de socorro? Por que não, se, em verdade, ela já havia presenciado por três vezes a chegada, a tempo, do socorro protetor? Será que foi mero instinto animal ou ela “raciocinou” que era necessária a ajuda de um super herói e “lembrou” de onde ele saia?

Não sei! Mas, a Super-Nina garante que recebeu uma mensagem telepática, no momento em que ela e a sabiá ficaram, como direi, olho-no olho:

“Me ajuda, que não dou conta sozinha!”

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CRENDICES POPULARES – FOLCLORE

Dia desses, aqui no sítio, nosso cachorro beagle, o Eddie Wood, conseguiu perder sua coleira. Nessa coleira está presa uma chapinha metálica com diversos números telefônicos. Se ele perder-se, esperamos que aquele que o encontrar nos avise. Assim, a perda de uma simples coleira nos deixou preocupados. E se ele se desaparece?

Nosso caseiro, gaúcho, trabalhador, leal, adepto do chimarrão e do cigarrinho de “paia”, aqueles cigarrinhos de palha de milho enrolada e fumo de corda picado com canivete especial, disse que iria encontrá-la. Bastava fazer uma “simpatia para o Saci Pererê”.

Dito e feito. Cortou um pedacinho do fumo de corda e o deixou num canto “para o moleque Saci ter fumo para o seu pito”.

Segundo o Ilmo, se o Saci viesse pegar o fumo, ele devolveria a coleira, pois só podia ser brincadeira dele.

Depois de certo tempo, o fumo desapareceu. Pois não é que, pouco depois, a coleira foi encontrada?

Gentes, agora fiquei confuso. Será que existe, mesmo, o tal de Saci Pererê?


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II FEST-ORQUÍDEAS DE FORTALEZA

Amigos, nos próximos 14 a 16 de novembro estará sendo realizado, em Fortaleza/CE, o II FestOrquídeas, organizado pelos meus amigos da ACEO-Associação Cearense de Orquidófilos, entre eles a Vera Coelho http://orquidarioterradaluz.blogspot.com , a Juliana Coelho, o Ítalo Gurgel, e todos os demais amigos. Exposição de orquídeas, oficinas, palestras, tudo no belíssimo e moderno Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura..

No I FestOrquídeas, no ano passado, a Nina e eu lá estivemos. Fui convidado a participar do julgamento das orquídeas expostas e, também, fazer uma palestra sobre normas de julgamentos de orquídeas, com direito a ser noticiado na imprensa e aparecer na TV Verdes Mares! (vide *), abaixo.

Um evento imperdível! Além das orquídeas, a moderna e linda Fortaleza proporciona possibilidades de lindos passeios. Sem falar que o povo cearense é muito simpático e hospitaleiro.

Nas fotos (clique nas imagens para aumentá-las):

-Cartaz-convite da exposição;

-Troféu a ser entregue ao orquidófilo vencedor, obra de artesão local.

Abração a todos,

JF


(*) Foi pena que os olheiros da Globo não me viram. Eu poderia estar estrelando a novela das oito!


Quinta-feira, Outubro 30, 2008

SACI PERERÊ ATACA AS BRUXAS

No dia 31 de outubro, em São Paulo, e acredito que também em outras cidades, a criançada dos prédios já sai vestida de bruxas e bruxos, batendo de porta em porta e gritando "Doce ou travessura", uma imitação dos festejos do “Halloween”, uma data que faz parte do folclore dos Estados Unidos.

Não sou contra o fato de os norte-americanos festejarem essa data. Muito pelo contrário! Faz parte de suas tradições e essas manifestações folclóricas devem ser mantidas.

Também não sou contra o fato em si de crianças brasileiras fazerem esse tipo de brincadeira. Eu já fui visitado por um grupo desses, em São Paulo. Liderados por uma pequena e linda bruxinha, a criançada brincava na porta de cada apartamento em meio a uma tremenda algazarra. E ver criançada alegre é uma das boas coisas que existem.

Agora, o que acho absurdo é o seguinte. Nesse dia, 31 de outubro, por declaração em lei, nós temos a comemoração do Dia do Saci Pererê, que é, possivelmente, o maior e mais conhecido mito do folclore brasileiro. Só que ninguém comenta, ninguém explica às crianças, nem na escola e nem em casa. Com isso, deixamos de lado nossas próprias tradições, para festejar as tradições dos outros. Ou será que alguém imagina que os norte-americanos é que irão festejar o Saci-Pererê?

Sabem, eu, particularmente, gosto muito de manifestações culturais de povos, seja de que paises forem. Mas, cada um na sua! Nada de invasões! Mas, o pior é que não estamos vendo invasões. Estamos vendo IMPORTAÇÕES.

Nos Estados Unidos, dentre diversos gêneros musicais, um que gosto bastante é o chamado "country music". É um gênero já centenário e que, hoje, já modernizado com instrumentos eletrônicos, é muito difundido, vende muito, e tem excelentes cantores (e muito ricos). É o equivalente, nos Estados Unidos, à nossa música caipira (que também faz muitos cantores ficarem ricos, o que é sinal de sucesso desse gênero - nada contra!).

Uma das coisas que a "country music" preserva é a forma de dançar. Em grupos, cadenciada, alegre, recatada, bem ao estilo do que se imagina uma música rural no final do século 19 e início do século 20. Muito diferente de muita dança ridícula atual, principalmente brasileira, que está mais para manifestação de sexo quase-explícito do que dança propriamente dita.

Muito bem. Os norte-americanos cultuam e mantém vivo esse gênero musical tradicional e a correspondente dança. E isso é ótimo! Eles devem manter suas tradições populares, mesmo!

No Brasil, também temos nossa música rural. Alguns criticam a sua "modernização", mas isto não vem ao caso, agora. O fato é que ela também existe e é muito difundida. E eu também gosto.

Aliado às nossas tradições rurais, culturais e religiosas, em todo o Brasil, de há muito tempo, no mês de junho, a propósito de se comemorarem as datas de Santo Antonio, São João e São Pedro, são celebradas as "festas juninas". Talvez, até, herança recebida da colonização portuguesa. Quem, aí, nunca participou de uma festa dessas, com fogueira, pau-de-sebo, quentão, paçoca, pé-de-moleque, fogos, balões, "casamento caipira" seguido da dança da "quadrilha"? E tudo isso com muita música "junina". Eram festas que se realizavam tanto no meio rural como nas cidades. Na minha infância, na cidade de São Paulo, lembro-me que a vizinhança fechava ruas para organizar essas festas.

Mas, os tempos foram mudando, os balões foram proibidos (felizmente, embora proporcionassem belos espetáculos), os compositores deixaram de fazer e de gravar as músicas próprias da época, as festas quase que desapareceram das grandes cidades (exceto no NE e no Norte, onde ainda existe muita comemoração junina). Tudo bem! Os tempos mudam e novas manifestações culturais populares vão surgindo.

Entretanto, manifestações da cultura popular não devem morrer. Precisam ser mantidas. Assim, nas grandes cidades, muitas escolas continuaram com a tradição das festas juninas, ao menos entre os alunos pequenos. E, ao menos entre estes, continuou a tradição de representar-se o "casamento caipira", de dançar-se a quadrilha, com as crianças devidamente fantasiadas. Não é exatamente como eram as antigas festas juninas, mas as crianças tomam conhecimento da existência dessa antiga manifestação de cultura popular brasileira. E isso é o que vale, pois mantém viva a tradição.

Pois bem! Minha neta veio me perguntar se eu iria vê-la dançar, na festa junina da escola.

-Você vai dançar quadrilha?

-Quadrilhaaaaaaa?????

Pasmem! Existem professores (ao menos eles próprios se classificam como professores!) que estão ignorando a nossa tradicional dança da quadrilha e substituindo-a pela dança do "country music", com música e tudo! Aí, eu pergunto: Será que os norte-americanos estão substituindo a sua dança de "country music" pela nossa "quadrilha? Será que eles estão cantando:

"Eu pedi numa oração
Ao querido São João,
Que me desse um matrimônio!
São João disse que não!
São João disse que não!
Isso é lá com Santo Antonio!"

Os norte-americanos estão certíssimos ao comemorarem o Dias das Bruxas, de cantarem e dançarem a “contry music”, e ignorarem o Dia do Saci-Pererê e a Quadrilha. Fazem parte de suas tradições folclóricas e eles não trocam por nada.

Os brasileiros estão erradíssimos ao comemorarem o Dia das Bruxas, ignorando o Dia do Saci-Pererê, de dançarem a “country music”, substituindo a nossa Quadrilha. Não fazem parte de nossas tradições folclóricas. Que tal cada um ficar “na sua”?
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Agora à tarde, aqui em Itatiba/SP, passando em frente a uma escola (PÚBLICA), um garoto de uns 10 anos, à porta, ostentava um enorme chapéu de bruxo. E os professores? Qual a orientação que dão aos seus alunos? Se o comércio precisa vender, por que não os gorros vermelhos do Saci Pererê? Está tudo errado.

A continuar assim, logo veremos os produtores de perus reivindicarem a criação de um feriado, no Brasil, para que todas as famílias possas comemorar o "Dia de Ação de Graças". Comendo peru assado, lógico!
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É isso, pessoal. Eu já havia feito a postagem quando fiquei sabendo da postagem coletiva "Importando Folclore", organizada pelo Ronaldo, lá do Vida Blog, http://omesmo.blogspot.com. Eu não podia ficar de fora! Editei a postagem. Para a semana, a história dos "irracionais que raciocinam" volta.

Um abração para todos,
JF

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

DESCULPEM-ME! EU INTERFERI NA NATUREZA!

Gentes,

Sei que o ser humano deve deixar a natureza seguir seu curso. Sei o que é “equilíbrio entre as espécies”, “cadeia alimentar”, “luta pela sobrevivência das espécies”, e etc. e tal. Mas, hoje não deu!

Eu estava aqui em meu computador, de frente para a janela, tendo à vista, em primeiro plano, do lado de fora, a nolina (também conhecida por pata de elefante) de mais de 60 anos, onde, agora, estão floridas diversas Vanda tricolor.

Pois bem, no alto dessa nolina, um casal de sabiás preparou seu ninho e lá estão cuidando dos ovinhos. Sei que verei, em breve, um lindo espetáculo de papai e mamãe se desdobrando para alimentar filhotes. Depois, os filhotes se desenvolvendo, fazendo suas primeiras e desengonçadas tentativas de voar, talvez um ou outro caindo do ninho (ANOTAR MEMO : não esquecer de conseguir uma escada alta para repor filhotes caídos do ninho em seu lugar) até, finalmente, despedirem-se de seus pais e saírem para o mundo.


Passada a época das jabuticabas, os macacos, ao que parece, estão partindo para outro de seus pratos prediletos. Na falta de frutas, ovos e filhotes de pássaros. (ANOTAR MEMO : não esquecer de preparar um local apropriado para por frutas para os macacos)

De repente, começo a ouvir um barulhão feito pelos sabiás. Levantei os olhos e os vi alvoroçados. Ao mesmo tempo, notei que os fios de eletricidade, que passam ao lado da nolina em direção à casa, estavam se mexendo, sinal evidente de que havia macacos “no pedaço”. Realmente, um macaco já vinha vindo pelo fio, do outro extremo. E, atrás dele, um sagüi. E os sabiás continuavam bravos. Lógico, afinal, não é nada agradável ver o bandido passar ao lado de casa!

Quando reparei melhor, já havia um macaco passeando pela nolina. Essa, não! Sai correndo em direção à cozinha e muni-me de uma vassoura. Quando cheguei junto à planta, ele ainda passeava por lá, não fazendo muito caso aos ataques do casal de sabiás. Ainda tentei fotografá-lo, mas a direção da luz não foi favorável. Aí, levantei e comecei a brandir a vassoura em direção à planta. Ele pulou para os fios e, num salto muito longo, alcançou um abacateiro e tratou de desaparecer. Imediatamente, os companheiros também fugiram para todos os lados. (ANOTAR MEMO : não esquecer de deixar a vassoura mais à mão para não haver perda de tempo)

Aparentemente, não chegou a pegar os ovos. Os sabiás, agora, parecem tranqüilos.

Aqui no sítio, existem bando de sagüis, bando de macacos-prego, um ou outro bugio. Ultimamente, entretanto, notamos dois indivíduos de uma espécie diferente de macacos que não soubemos identificar. Estão sempre juntos. E foram estes que se aventuraram a enfrentar a ira dos sabiás. Entretanto, o medo do insucesso, fez com que eles se aproximassem em conjunto com o bando de sagüis. Talvez pensassem que essa estratégia da superioridade numérica fosse vencer os sabiás. Mas, não contavam com a aliança dos sabiás com o Super-JF - o destemível defensor dos fracos e da justiça! (ANOTAR MEMO : não esquecer de mandar fazer uma fantasia de super-heroi com a sigla Super-JF bordada no peito)

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Nas fotos:

- macaco, seguido do sagüi, equilibrando-se nos fios de eletrecidade;

- Nolina (Beaucarnea recurvata), com mais de 60 anos de idade.

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NOTÍCIAS DOS BLOGS:

1) Minha querida amiga Vera - http://orquidarioterradaluz.blogspot.com/ - fez uma postagem reproduzindo meu texto “A natureza é linda demais”. Esse texto, publicado em diversas listas de discussão, na internet, pode-se dizer que é uma primeira parte da presente crônica. Podem dar uma chegadinha lá no “Orquidário Terra da Luz” para saberem como isso começou.

2) Vocês conhecem Adenium? É uma planta muito bonita e florífera, também conhecida por “Rosa do Deserto”, ainda um tanto desconhecida por aí, apesar de toda sua beleza e aspecto “diferente”. Pois minha amiga Vera tem um blog específico para ela, carregadinho de fotos excelentes e bem elucidativas. Vale a pena olhar! - http://amoadenium.blogspot.com/

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Abração,

JF

Quinta-feira, Outubro 16, 2008

O CULTIVADOR




Vocês já tentaram cultivar pêssegos?

Não? Pois eu, sim!

Cultivar não é propriamente o termo, pois os pessegueiros já estavam plantados quando meus pais compraram o sítio. Mais, propriamente, é cuidar da safra. E, mesmo assim, depois que a planta já floriu e as frutas começaram a se desenvolver. Foi nesse ponto que eu comecei a “cultura de pêssegos”.

É necessário ensacá-los, um a um, quando atingem a metade de seu tamanho. É a partir daí que a fruta fica muito vulnerável aos insetos. Sem ensacar, as chances de "bichar" são de 90% ou mais!


Numa casa de produtos agrícolas, comprei os saquinhos de papel. Escolhi uma planta que seria a "cobaia". Como me recomendaram que deveria tirar metade das frutas, para as outras crescerem mais, assim fiz. Aí, comecei a ensacar as frutas restantes. Ou seja: pegava o saquinho e, com ele, envolvia a fruta que, embora pequena, já tinha tamanho mais que suficiente para ficar "vestida", a sem-vergonha! Evidentemente, amassava a boca do saquinho em volta do talo do jovem pêssego, para que essa sua roupa improvisada não saísse. Foi um trabalho rápido e fácil. Tão fácil que resolvi fazer a mesma coisa com outro pessegueiro.

Pois bem, de manhã, quando levantei e fui admirar o trabalho do dia anterior, encontrei o chão branquinho, forrado de saquinhos de papel branco, Durante a noite, deu um ventinho e deixou todos os pêssegos mais nus que Adão e Eva antes de comerem a maçã! Pesquisa daqui, pesquisa dali, fiquei sabendo que deveria ter amarrado a boca de cada saquinho, exatamente para que não fossem derrubados pelo vento.

Munido de linha e de mais saquinhos, lá fui eu refazer o ensacamento dos, até aquele momento, mini-pêssegos. Acontece, entretanto, que a gente só tem duas mãos, não é mesmo? Aí, você precisa ver que beleza, só com duas mãos colocar e ficar segurando o saquinho na posição certa e, ao mesmo tempo, amarrar a boca do dito cujo com um fio de linha, sem deixar cair no chão o carretel e a tesoura! Além disso, ficou a dúvida: pêssego respira? Será que, se a gente amarrar muito forte, os coitadinhos não ficarão sem ar, o que poderia levá-los à morte por asfixia? Por via das dúvidas, a amarração ficou folgada. Depois de um trabalho insano, lá ficaram os dois pessegueiros com sua devida paramentação. De longe, até pareciam duas árvores de natal com bolas brancas. Muito lindo!

Na manhã seguinte, até parecia que a gente estava lá no RS, mais precisamente em Gramado: o chão branquinho como se tivesse nevado. A amarração não deu certo! Mas, como sou teimoso, lá fui para a terceira rodada do "ensacamento dos pêssegos". Evidentemente, nessa altura, já pensava que o ideal teria sido a "derrubada" de pelo menos 7/8 (sete oitavos) das frutas verdes, o que facilitaria em muito o meu trabalho. Dessa vez, como já estava sem paciência para amarrar "direitinho", optei por uma forma diferente e prática de prender as vestimentas: usando grampeador de papel! Isso me facilitou muito, se bem que, algumas vezes, grampeava o saquinho e o talo do pêssego-mirim.

As chuvas, evidentemente, estragaram alguns saquinhos. Mas isso não era problema. Refazia o ensacamento danificado. Afinal, o que é um saquinho de papel a menos ou a mais, não é mesmo? E, assim, com o correr dos dias, os pêssegos-mirins foram crescendo, crescendo, e transformaram-se em pêssegos-guaçu, ou pêssegos grandes. Os bichos de frutas? Sei lá como, entraram do mesmo jeito e estragaram todos os pêssegos!

Mas, como sou teimoso, ainda mais que os pessegueiros, resolvi que, todos os anos, dalí para a frente, haveria de ter pêssegos no sítio. Grandes, bonitos, suculentos! E consegui!

Todos os anos, nesta época, eu vou ao mercado municipal e compro pêssegos! Grandes, bonitos, suculentos!

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Nas fotos, a aparência da jabuticabeira, neste momento, minha plantação de "figo da índia", minha experiência com palmito-pupunha.

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NOVIDADES NOS BLOGS

Pessoal, não deixem de ler o diálogo entre neta e avô, no ...EEEPA!!!, blog da Lu :

http://eeepa.blogspot.com/

E leiam, ainda, o protesto do Ed Wood, meu cão beagle, contra a utilização, pelos humanos, de termos pejorativos aos distintos dogs:

http://edbeagle.blogspot.com/

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Abração,

JF



Terça-feira, Setembro 23, 2008

DE ACIDENTES E DE SARAU

Gentes, desde que Nina e eu nos mudamos para Itatiba que as pessoas nos chamam de sortudos. Dizem que não mais enfrentamos os problemas do trânsito. Em parte, em parte! Cidade pequena também tem seus acidentes de trânsito. Sexta-feira passada, por exemplo, em um espaço de duas horas, pude presenciar três acidentes de trânsito. Verdade! Mas, diferentemente de São Paulo, aqui as pessoas se entendem e não chamam a polícia. Assim, livrei-me de precisar testemunhar. Aqui, ninguém é estressado.

Vou contar tudo o que aconteceu e, assim, verão que essa história de trânsito tranqüilo, nas pequenas cidades, é mito.


Levei meu carro à oficina para um conserto bem simples. Consertar a maçaneta da porta. Uma coisa que, em São Paulo, levaria uns quinze minutos para arrumar. Em Itatiba, duas horas! É a tranqüilidade do interior! Naturalmente, como não podia voltar a pé para o sítio, e nem ficar olhando para a cara do mecânico, resolvi fazer alguma coisa pendente usando o velho modo de transporte: o andar.

Mal havia saído da oficina uns trinta metros e eis o primeiro acidente. Junto à guia, perpendicularmente à calçada, estava estacionada uma moto. Logo após ela, coisa de metro e meio a dois, estava estacionado um fusquinha. Pois não é que, nessa hora, o motorista do fusca deu a partida e saiu, desviando da moto. Bom, ao menos tentando desviar da moto. O motorista era um velhinho. Sim, porque em Itatiba, existem muitos velhinhos dirigindo fusquinhas. Pois não é que o velhinho, apesar de todo o espaço, conseguiu que a parte direita frontal de seu velho Fusca batesse na roda da moto? Não deu outra: a moto foi ao chão. Bem ao meu lado! Parei e fiquei aguardando para ver o que acontecia. O velhinho recuou seu carro e o parou no mesmo lugar que estivera. Desligou o motor e saiu para ver o estrago. Nesse exato momento, chega... Quem? Exatamente! Acertou quem respondeu “o motoqueiro”. Meio bravo, levantou a moto do chão e procedeu a um minucioso exame, sob os olhares atentos dos provectos; o velhinho e eu. Diferentemente de São Paulo, não juntou o bando de motoqueiros solidários. O estrago? Quebrou o espelhinho retrovisor direito. Como os dois, velhinho e motoqueiro, começaram a confabular sobre o pagamento do espelhinho, a coisa toda perdeu a graça e eu fui embora.


Fui até uma relojoaria pegar meu relógio que fora trocar a pilha e mais uma pequena peça... Vocês lembram quando contei a história de que havia quebrado o pininho que muda horas, dias, e tal? Pois é, só agora mandei consertar. Ritmo de Itatiba! Mas, voltando ao assunto: para trocar a pilha e o tal pininho, gastei a enorme soma de vinte reais e mais uma enorme quantidade de idas à relojoaria para saber se o relógio estava pronto. Nunca estava! Foi quase um mês para consertarem. Ritmo de Itatiba!

Saí da relojoaria, passei no jornaleiro, comprei o jornal, e voltei à oficina.

Pessoal, em Itatiba, não existe gás encanado. O pessoal cozinha com gás de bujão (sinônimo: botijão). Normalmente, o gás acaba bem no meio do preparo da refeição. Aí, toca trocar o botijão (sinônimo: bujão – é verdade! Procurei no dicionário!). É uma chatice. Haja paciência, afinal, sempre sou o convocado para a troca. E toca a ligar para o fornecedor trazer um botijão cheio (de gás, naturalmente. Não de paciência!). Mas, isto é uma introdução ao segundo acidente por mim presenciado.


Circulando quase totalmente à direita, devagar, uma moto com um pequeno reboque metálico preparado para transportar dois bo... Ta! Dois cilindros de gás. Mas, a moto estava vazia. Vazia, não! Estava com o motoqueiro que a dirigia, como já disse, devagar. E distraído. Mas, sem nenhum bujão. Pois não é que, atrás da moto, aparece uma van, em velocidade pouco maior que a da moto, mas, também, com motorista distraído? Não deu outra! A van deu uma chacoalhada na traseira do reboque da moto. Não aconteceu nada, além do susto do motoqueiro que se pôs a esbravejar com o motorista. Gentes, mais uma vez eu parei e fiquei presenciando. Juro que tive muita vontade de rir. Mas, não ri. Como não juntou nenhuma horda de motoqueiros e os dois trataram logo de ir cuidar de seus afazeres, pois deviam ter coisa melhor para fazer, eu tratei de voltar a andar. Pessoal, falando, parece que foi um tempão. Porém, foram apenas uns rápidos segundos, se tanto. Mas, assim que eu recomecei a andar, em sentido contrário, mas muito próxima de mim, vinha uma senhora que também presenciara tudo. E, pelo jeito, ela também teve vontade de rir e não riu. Mas quando passei por ela, uma fração de segundo depois, um olhou nos olhos do outro e, aí, não deu mais. No meio da rua, nós dois caímos na gargalhada. Só Itatiba, mesmo, para provocar uma reação dessas.

Fui para a oficina, cacei uma cadeira, e fiquei lendo meu jornal até o carro ficar pronto.

Agora, motorizado, fui tratar de outro assunto, do outro lado da cidade. Estacionei o carro e, a pé, fui tratar de assunto na Santa Casa. Nada sério, nada relativo à saúde. Apenas resolver uma dúvida. Ninguém precisa se preocupar. Saí da Santa Casa e fui em direção ao meu carro. Ainda estava passando pela calçada em frente ao Asilo de Velhinhos quando vi uma charrete que vinha da direção oposta, num trote bem firme. Sim, em Itatiba ainda existem charretes.Quem dirigia a charrete era uma senhora de idade. Ao lado dela, a co-pilota, uma outra senhora, magrinha, com um chapéu de vaqueiro e par de óculos tão escuros que eu duvido que ela estivesse vendo alguma coisa. Enfim, uma visão de chamar a atenção de todos.

Pois não é que quando a charrete já estava bastante próxima, um carro, grande e velho, um Opala, bem nos moldes de Itatiba, resolve dar a partida e sair para o meio da rua? Gentes! Já vi motorista bom de direção e com reflexos rápidos, verdadeiro “piloto”, mas aquela charreteira também era “piloto”. Ela deu um puxão nas rédeas para o lado esquerdo e o cavalo, literalmente, no meio do seu trote apressado, pulou para a esquerda e conseguiu livrar a charrete do automóvel. Bem, este não foi propriamente um acidente. Foi um quase-acidente. Agora, quanto ao velhinho do Opala, já tinha feito mesmo a besteira, caiu no mundo e se mandou. Mas, não sem ouvir o palavreado da velhinha magra com chapéu de vaqueiro e óculos totalmente negros que, percebi, fazia as vezes de buzina da charrete. Gentes, como a mulher conhecia palavrão! Eu até fiquei prestando atenção para ver se aprendia algum novo. Só que, neste item, ela só conhecia os velhos, de acordo com a idade dela. Não aprendi nenhum palavrão novo. Mas, o que mais me chamou a atenção foi o pulmão dela. Que pulmão! Ela podia ter um repertório antigo para palavrões, mas o pulmão... Garanto que não foram só os velhinhos do Asilo e os pacientes da Santa Casa que ouviram. Itatiba inteira ouviu.os xingamentos.

SARAU NO ALTO DA LAPA

Sábado passado, depois de quase um ano, o “Família Jacaré” voltou a apresentar-se em público, no Alto da Lapa, em São Paulo-SP, em um sarau. Também se apresentaram uma cantora lírica e um grupo de rock, além de uma apresentação de dança moderna, e de apresentação de uma técnica recém importada do Japão de uma massagem contra dores. O sarau foi encerrado com a apresentação de poesias de autoria de três poetas presentes, inclusive a blogueira Luna Guedes, uma das organizadoras do sarau. Depois, foi oferecido um coquetel às pessoas presentes. As fotos que ilustram esta postagem são do evento. Naturalmente, nós (Nina, JF, Lu, Vagner, Juliana e Vanessa) somos os de camiseta branca com a inscrição “Família Jacaré”. Por que a platéia ri? Bom, são as nossas músicas “interpretadas”. O ápice (palavrinha rara) é quando eu “estrangulo” a Nina. Mas vocês só saberão mesmo vendo uma apresentação nossa. Aliás, estamos aceitando convites para nos apresentarmos. Nós podemos animar festas de aniversário, de formatura, casamentos, comícios, velórios, enterros... Enfim, animamos qualquer ajuntamento de pessoas. Menos pátio de cadeia!

BLOG ORQUIDÁRIO TERRA DO SOL

Combinei com minha amiga Vera Coelho que, todos os meses, o seu blog publicará um “causo” sobre orquidófilos escrito por mim. Já foi publicado o primeiro “causo”, onde conto as peripécias de um amigo para que suas orquídeas se beneficiassem de um pouco de sol. O blog está muito interessante, com muitas fotos e muitas “dicas” de cultivo para aqueles que possuem uma ou mais plantas e querem saber como cuidar, mesmo que não se considerem verdadeiros orquidófilos possuidores de centenas ou milhares de plantas. Muito interessante. Vale a pena conferir. O endereço? Ah, sim! É http://orquidarioterradaluz.blogspot.com/



É isso, pessoal.

Um abração a todos.

Sábado, Setembro 13, 2008

EM TEMPOS DE LEI SECA, FALEMOS DE VINHO

Há cinco anos, estando em Poços de Caldas-MG, fiz um passeio até Andradas-MG, município vizinho grande produtor de vinhos. Existem desde as grandes vinícolas até os pequenos produtores de um vinho praticamente artesanal.

Numa dessas pequenas adegas, o próprio dono atendia os eventuais clientes (que não deveriam ser assim tão poucos, levando em conta o aspecto dele) atrás de um pequeno balcão de madeira.


O velho produtor, italiano, que recebeu a mim e à Nina com muita simpatia, logo começou a discorrer sobre a grande quantidade de tipos diferentes de vinho que ele produzia. E, à medida em que ia falando, já puxava uma garrafa do vinho “do momento” para que a Nina e eu provássemos. A Nina, muito viva e percebendo que iria experimentar todos os tipos de vinho existentes na adega do italiano, já no segundo tipo de vinho tratou de “puxar o carro” e não quis mais. Como eu não sou tão ruim de beber, e nem havia, naquela época, a tal de “lei seca”, fui em frente. Assim, a cada novo tipo de vinho, o italiano servia as doses em dois copos. Um para mim e outro para ele. Sim! Além de falar bem de seus vinhos, ele gostava muito deles e fazia questão de provar juntamente com o possível freguês.


Eu, até que saí bem de lá e fiz uma viagem bem tranqüila de volta a Poços de Caldas. Mas, imaginem o italiano demonstrando todos os tipos diferentes de seus vinhos a todo cidadão que entrasse em seu estabelecimento e bebendo junto. Quando eu passei por lá, no meio de uma tarde de sábado, ele já estava completamente “de fogo”. Agora, tentem entender qual a situação com gente passando por lá todos os dias, anos a fio. Certamente seriam enormes porres diários! O italiano, aliás, tinha as faces mais avermelhadas que... que... Não! Pimentão não é o exemplo certo! Era mais vermelho que pimenta, mesmo. Pois o que aquele vinho todo já devia ter queimado de garganta, esôfago, estômago... E todo o resto.


Agora, final de agosto, a Nina e eu fomos a Poços de Caldas, por ocasião de mais exposição nacional de orquídeas, naquela cidade. No sábado à tarde, a Nina sugeriu: “Vamos até Andradas comprar vinho?”

“Não”, respondi. “Nesta altura, o italiano já deve ter falecido de cirrose, se é que ele ainda tinha fígado há cinco anos atrás.


Essas histórias nos divertem e ficam guardadas dentro de alguma caixinha, dentro do cérebro. São momentos curiosos que, às vezes, acabamos relembrando e servem para darmos boas risadas.


Mas, por falar em vinho, deixem-me contar outra história.

Como vocês sabem, a cidade de São Roque-SP também produz muito vinho. Tanto em grandes vinícolas como em estabelecimentos de pequenos vinicultores com seus vinhos praticamente artesanais. É um lazer bastante interessante visitar as vinícolas de São Roque. Existem muitos tipos diferentes de vinhos muito bons.


O pai de meu amigo Cássio (o sobrenome prefiro não dizer), certa vez, não tendo o que fazer em uma tarde de sábado, foi até São Roque, cidade distante uma hora da capital.


Lá chegando, começou o passeio pelas pequenas adegas, bem mais interessantes que os grandes produtores industriais.

E, a cada vinicultor visitado, mais garrafas de vinho iam ocupando o espaço do porta-malas de seu carro. Finalmente, entrou em uma última adega, antes de retornar a São Paulo. Comprou mais uma porção de garrafas e saiu.

Surpresa! Enquanto estava dentro do estabelecimento, seu carro foi furtado. A indignação tomou conta dele e a frase que soltou demonstrava toda a sua ira:

“ Meu viiiinhooooo!!!”

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MAIS UM BLOGUE INTERESSANTE

A Vera, uma amiga muito querida lá de Fortaleza-CE, está com um blogue muito interessante, o “Orquidário Terra da Luz” – http://orquidarioterradaluz.blogspot.com

É uma blogue específico sobre orquídeas e tudo que diga respeito a elas, como cultivo, exposições, novidades, etc. A última postagem, com o título sugestivo “Cultivando Amizades”, fala um pouco das amizades criadas com os orquidófilos – via Internet – e da materialização dessas amizades. No ano passado, em novembro, a convite da ACEO, a Associação dos Orquidófilos Cearenses, por sugestão da Vera, a Nina e eu estivemos em Fortaleza, onde fui participar do julgamento das plantas, na exposição ali realizada e fui fazer uma palestra (com direito a reportagem da TV Verdes Mares. Uauuuu!!!!). Tem até uma foto da Nina, mais eu!, entre as fotos que ilustram a postagem.

A Vera, inclusive, já me convocou para publicar, ali, “causos” que costumo contar a respeito do tema “orquidofilia”, com a qual convivo há 37 anos. Pretendo enviar um “causo” a cada mês. Tem cada história!!

Vera! Desejo muito sucesso com o novo blogue, assim como já vem ocorrendo com o blogue “Amo Adenium” – http://amoadenium.blogspot.com

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EXPOSIÇÃO NACIONAL DE ORQUÍDEAS DE POÇOS DE CALDAS-MG


Pessoal, no final de agosto a Nina e eu estivemos na exposição de Poços de Caldas, onde levamos, para expor, uma parte das plantas disponíveis dos associados da CAO-ViVa, o Clube Amigos da Orquídea, de Vinhedo. Falei em “parte” porque tivemos de dividir as plantas. A outra parte foi para Várzea Paulista-SP, onde se realizava outra exposição de orquídeas, no mesmo final de semana. As fotos que ilustram esta postagem são de algumas plantas premiadas expostas e de encontros com os amigos orquidófilos.


As fotos, de cima para baixo:


1 - O "pódium" com as melhores plantas da exposição;

2 - Dendrobium kingeanum, planta asiática premiada como "Melhor Planta da Exposição",

3 - Dendrobium flindeyanum, outra planta asiática, também premiada,

4 e 5 - Com amigos queridos, todos participantes da lista de discussão de internet "Orquídeas-Mundo Orquidófilo", maior lista de discussão de orquídeas em língua portuguesa e segunda em língua latina, no mundo, já chegando aos 2.000 associados, da qual sou moderador (modesto!!).

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TEM JACARÉ NO AR!


Pois é, pessoal, com a nossa mudança para Itatiba-SP, o “Família Jacaré” emudeceu. Mas, foi provisório. Já voltamos aos ensaios e, no próximo sábado, em um sarau no Alto da Lapa, em São Paulo-SP, o “Família Jacaré” volta a cantar em público. Depois conto para vocês como foi.

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É isso aí, pessoal.

Abração a todos e até à próxima.


Sexta-feira, Agosto 29, 2008

SURREALISMO À MODA DA CASA (BRASIL)

Que o país é surreal já não se duvida mais. Afinal, qual é o país que estabelece obrigatoriedade de entrega de declaração de isenção de entrega de declaração de imposto de renda?

São milhões e milhões de pessoas, a grande maioria com salários irrisórios, muitos nem com isso, quando muito com uma “bolsa-família”, que, no segundo semestre de cada ano, fazem suas declarações “de isentos”, pagando taxas aos Correios pela aquisição do formulário e envio do mesmo à Receita Federal. Ou, então, pagam a escritórios de contabilidade ou de despachantes para fazerem a declaração e a entregarem via internet.

E quem não entregar sua declaração de que está isento de entregar a declaração? Bem, terá seu CPF suspenso, com todas as conseqüências que isso acarreta!

Porém, finalmente, alguém, na Receita Federal, ou no Ministério da Fazenda, sei lá, percebeu o disparate e está vindo, por aí, com a solução. Provavelmente, já neste ano, as pessoas físicas ficam isentas de entregar a declaração obrigatória de isenção da obrigação de entrega da declaração de imposto de renda. Em lugar disso, as autoridades fazendárias da nação já farão a inscrição no nacional Cadastro de Pessoas Físicas, o tão famoso CPF, já na maternidade. Vai ser na base do “Nasceu? Teje cepefado!” Maravilha! Ainda bem que ninguém lembrou de tirar as impressões digitais do recém-nascido. Mas, será que já não estava na hora de alguém pensar na possibilidade de um único número para cada cidadão, número esse que seria o seu número de identidade, de inscrição na Receita Federal, de inscrição no PIS, de inscrição eleitoral, de inscrição na Previdência Social, de passaporte, etc.? (*)

Sabem? Eu havia me prometido não mais pensar em nossos deputados e nos seus projetos de lei, os famosos PL. Mas, quando vejo coisas como essa de isenção de obrigação de isenção de obrigação, sou obrigado a ir aos anais da Câmara ver o que fazem nossos deputados.

A deputada Cida Diogo, do Rio de Janeiro, apresentou o PL 2976/2008, que cria a possibilidade de pessoas que possuem orientação de gênero travesti, masculino ou feminino, utilizarem, ao lado do nome e prenome oficiais, um nome social.

A coisa, acho eu, deve funcionar mais ou menos assim: o cidadão possui dois documentos de identidade. Dependendo da circunstância, o cidadão se apresenta com um RG em nome de Teobaldo Silva ou de Rosinha Silva.

Podem ocorrer inconvenientes.

O policial, quase sete e meia da tarde, no calorzão de janeiro, lá na Praia do Pepino, estranhando o “modo de ser” e “de andar” da moçoila, resolve investigar:

“Documentos!”

Ela apresenta seu RG e o policial lê com atenção.

“Como é que você chama Rosinha e tem esse bigodão e barba por fazer?”

“Seu Guarda, me desculpe! A identidade de Rosinha eu só uso à noite! De dia sou o Teobaldo e aqui está meu RG. Aaaiiii... Esse horário de verão me maaataaa! Me deixa tão confusaaaaa!!!”

Tudo esclarecido, o guardião da lei se afasta, cantarolando baixinho:

“Maria Sapatão,
Sapatão, sapatão...
De dia é Maria,
De noite é João!”
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(*) Índio recém-nascido também será “cepefado”? E os bebezinhos nascidos com o auxílio de parteiras, de comadres, lá no meio do sertão da Amazônia e de outros sertões por esse Brasilzão todo? Também já serão cepefados?

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LANÇAMENTOS DE LIVROS

Semana passada tivemos o lançamento do livro da Lu (blog "...EEEPAA!!"), e mais o do meu amigo Prof. René, na Bienal. Muito bons. Boas perpectivas para os dois livros. Na próxima postagem falarei sobre isso e mostrarei fotos.

Ainda, no sábado passado, estive no Teatro Municipal, em Mauá-SP, com toda o Família Jacaré, para assistir à palestra sobre "Machado de Assis e o Rio de Janeiro de seu tempo", pelo Marco Santos (blog "Antigas Ternuras"). Logo em seguida à palestra, aconteceu o lançamento do livro do Marco. Sen-sa-ci-o-nal!!! O evento, o livro, e o Marco! Também comentarei na próxima blogagem. Espero o Marco comentar primeiro, lá no blog dele. No evento, além de conhecer, pessoalmente o Marco, também conheci outra blogueira: a Mimi, do blogue "Mente Quem Diz". Uma simpatia!

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EXPOSIÇÃO DE ORQUÍDEAS, POÇOS DE CALDAS-MG

Nas próximas horas, ao amanhecer, estarei indo, com a Nina, para participar da Exposição Nacional de Orquídeas de Poços de Caldas-MG. Ficarei até o domingo, final da tarde. Se alguém tiver oportunidade de ir e quiser me encontrar, costumo circular com um boné branco com as iniciais - JF - bordadas em azul marinho, no alto. E estarei com o crachá da "Mundo Orquidófilo", minha lista de discussão na Internet. Ou podem perguntar por mim, o "JF, de Vinhedo", aos organizadores que estiverem por lá.
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BLOG DO EDDIE WOOD

Gentes! O Ed está uma fera! Como vocês já sabem, ele é meu cão "beagle" e tem seu próprio blog. Evidentemente que, com aquelas patas, ele não consegue digitar. Vai daí, ele dita (é verdade!!!) e eu digito por ele. E, ultimamente, tenho andado meio preguiçoso e fico enrolando o pobre coitado. Mas, não dá mais. Quero postar mais uma mensagem dele ainda antes de viajar para Poços.

O endereço? É http://edbeagle.blogspot.com
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É isso, pessoal.
Bom final de semana, uma boa próxima semana, e um abração para todos.
JF

Quinta-feira, Agosto 14, 2008

LIVROS - LANÇAMENTOS E AUTÓGRAFOS


Meus amigos, Bienal de São Paulo já aberta, diversos lançamentos e sessões de autógrafos programados.

“ABC DO ORQUIDÓFILO – DE UMA, VÁRIAS OU MUITAS ORQUÍDEAS”.

Neste domingo, 17, a partir das 14 horas, no stand da Editora Ave Maria, meu amigo Professor René Rocha estará autografando seu livro “ABC do orquidófilo – de uma, várias ou muitas orquídeas”.

Neste livro, todas as indicações para o cultivo desta espécie que possui milhares de aficionados pelo Brasil, além de outros milhares esparramados pelo mundo todo. O Prof. René aborda o tema em linguagem simples e direta. Livro de consultas que não pode faltar na biblioteca de iniciantes e veteranos.






“NOSSA AMÉRICA DO SUL”

No sábado, dia 23, a partir das 14 horas, no stand da Editora Noovha América, a Juliana Dala (escritora) e minha filha Luciana Farias (ilustradora) – a Lu, do blog ...EEEPA!! -, estarão autografando o segundo livro da dupla “Nossa América do Sul”.

Através dos quadrinhos e de uma forma bem descontraída (divertida), as autoras apresentam as nações sul-americanas às crianças, já preparando-as para um maior conhecimento destes nossos vizinhos.








“POPULARÍSSIMO – O ATOR BRANDÃO E SEU TEMPO”

Esta noite de autógrafos não será no recinto da Bienal do Livro de São Paulo. Ocorrerá no vizinho município de Mauá, no sábado 23, a partir das 19 horas, a convite da Secretaria Municipal de Cultura.

O autor, meu amigo Marco Santos (o Marco, do blog “Antigas Ternuras”), lá estará autografando seu livro “Popularíssimo – O ator Brandão e seu tempo”.

Antes da sessão de autógrafos, no mesmo local, o Marco irá fazer uma palestra sobre o centenário de Machado de Assis, focando, principalmente, aspectos históricos sobre Machado e o Rio de Janeiro de seu tempo, destacando os lugares citados por Machado em seus livros.

O Marco ainda deverá passar detalhes sobre o local da palestra e da sessão de autógrafos em seu próximo post do blog “Antigas Ternuras” - http://antigasternuras.blogspot.com/


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Abração a todos,

JF